Resultados de pesquisas do Atlas Socioeconômico Norte Fluminense apresentados na Semana Acadêmica da UFF

Resultados de pesquisas do Atlas Socioeconômico Norte Fluminense apresentados na Semana Acadêmica da UFF

Durante a Semana Acadêmica, alguns trabalhos de análise de dados se destacaram por suas contribuições ao Atlas Socioeconômico Norte Fluminense, explorando temas econômicos e socioambientais que impactam a região. A pesquisa A Reestruturação do Setor de Petróleo e Gás Natural e a Dinâmica do Mercado de Trabalho no Estado do Rio de Janeiro (2010-2022) apresentada pela discente Milena Da Silva Souza Santos, sob a coordenação de Leandro Bruno Santos, analisou as mudanças no setor de Petróleo e Gás (P&G) no decorrer da última década, com foco na descoberta das camadas de pré-sal na Bacia de Santos. A reorientação dos investimentos da Petrobras impacta fortemente o mercado de trabalho e as economias nos municípios do Norte Fluminense, que também registraram mudanças nas transferências de royalties e participações especiais. O estudo também aponto que os investimentos são seletivos, de acordo com a finalidade produtiva, destacando as estratégias de adaptação econômica a novos desafios e seus reflexos no emprego e na economia regional. O trabalho do discente Ruan Carlos Alves Silva, orientado pela Professora Erika Moreira Santos, intitulado As Estratégias Territoriais da Cooperativa Agropecuária de Macuco no Estado do Rio de Janeiro (2001-2022) traz à tona a importância da Cooperativa Agropecuária de Macuco como um ator regional estratégico com grande capitalidade para o desenvolvimento econômico e territorial. A pesquisa também aponta que muito embora as cooperativas garantirem o acesso ao mercado e atraírem recursos, os produtores frequentemente enfrentam margens de lucro reduzidas. Por fim, os estudos sobre o Desenvolvimento do Portal Atlas Norte Fluminense destacam seu papel como ferramenta de análise e consulta para gestores, pesquisadores e a comunidade. As pesquisas realizadas pelos discentes Sebastião Ribeiro Neto e Nathalia de Almeida Souza, sob a coordenação do professor Gustavo Henrique Naves Givisiez, focam na otimização tecnológica do portal, aprimorando sua interface e navegabilidade. O Portal, que agrega dados ambientais, econômicos e sociais da região, é fundamental para o monitoramento e planejamento local. Assim, a ampliação da divulgação assim como a atualização contínua das tecnologias, são essenciais para garantir o acesso abrangente às informações.

Desigualdade racial em destaque: dados do Censo revelam desafios para a população preta no Norte Fluminense

Desigualdade racial em destaque: dados do Censo revelam desafios para a população preta no Norte Fluminense

Os dados do Censo do IBGE coletados em 2022 evidenciam uma realidade que ainda perpetua no Brasil: nas principais cidades do Norte Fluminense, as favelas e comunidades urbanas concentram uma população predominantemente preta, enquanto a presença de pessoas brancas é menor em alguns desses territórios.

A desigualdade racial se manifesta significativamente nesse mapeamento, reforçando o impacto do racismo estrutural no acesso a condições básicas de moradia, como saneamento e serviços essenciais (saúde, alimentação, transporte, etc.). Esses números são ainda mais emblemáticos quando observados no contexto do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, que homenageia Zumbi dos Palmares e coloca em pauta a luta por equidade racial no Brasil.

No Norte Fluminense, a concentração de pessoas negras em áreas periféricas e vulneráveis reflete um cenário histórico de exclusão social e econômica. Esse contexto reforça cada vez mais a luta necessária e constante por políticas públicas efetivas voltadas para a restauração da justiça social e a redução das disparidades raciais.

No Dia da Consciência Negra, os dados do Censo IBGE não apenas denunciam as desigualdades, mas também proporcionam à sociedade observar esses números como um chamado à ação. Transformar dados em estratégias concretas de desenvolvimento e inclusão é o primeiro passo para garantir que a luta pela igualdade racial transcenda discursos e se torne uma prática pública e principalmente governamental.

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